| Uespi de Picos poderá perder quatro cursos |
18/06/2010
Com as obras paradas a mais de três meses e cursos funcionando em prédios licitados, o campus da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) de Picos tem passado por dificuldades, principalmente no que diz respeito à estrutura e funcionamento dos cursos.
O problema tem sido questionado principalmente após o não reconhecimento dos cursos de Letras, Biologia e Educação Física, sendo comentado por vereadores como Fátima Sá e Titico em seus discursos durante as sessões das sextas-feiras, que por sua vez estiveram em visita à universidade durante esta semana para se manterem a par da situação.
Segundo o diretor da instituição Walmir Barboza, alguns cursos estão em processo de denegação, ou seja, não poderão ser ofertados durante o vestibular enquanto não atenderem os requisitos necessários. “A presidente Estadual do Conselho de Educação nos informou que o curso para permanecer com o reconhecimento, precisa pelo menos de um tripé: estrutura física, que cada curso tenha no mínimo três professores efetivos e, além disso, precisamos também de um projeto pedagógico local, porque o nosso está aos moldes do de Teresina”, relatou.
Já estão na lista de análise negativa e que, portanto não serão ofertados caso a universidade não disponha da estrutura solicitada, os cursos de Ciências Contábeis, Letras, Pedagogia e Agronomia. Walmir ressalta ainda que os acadêmicos que estiverem com seus cursos em andamento, receberão os certificados normalmente, sem nenhum prejuízo, caso a situação não seja resolvida.
Ele ainda afirma que a instituição está trabalhando para que todos os itens que foram citados atendam o que o Conselho vem pedindo entre eles o concurso público que, de acordo com o mesmo, “o próprio governador já assinou e vai ter concurso a partir de janeiro, para atender o item efetivo, quanto à estrutura física, me comunicaram ontem à noite que a obra tem muitas probabilidades de reiniciarem na próxima semana e, a respeito do projeto pedagógico, já fizemos uma reunião com todos os coordenadores comunicando que eles terão que fazer essa adaptação”, assegurou.
Com relação à problemática dos cursos, o diretor falou que em conversa com o reitor Carlos Alberto ficou acertado que o mesmo iria marcar uma audiência pública em Picos para debater o assunto, bem como viabilizar soluções para que a Uespi não deixe de ofertar os quatro cursos até o momento denegados.
Portal O Povo
Imprima esta matéria |