| Dom Barreto é a segunda melhor escola do Brasil |
17/07/2010
O Instituto de Educação Dom Barreto, em Teresina (PI), é novamente a segunda melhor escola do país, segundo avaliação do MEC, feita através do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O Dom Barreto já esteve na primeira colocação e de alguns anos para cá tem sempre ficado nas primeiras colocações nessa avaliação. O índice de aprovação dos alunos em vestibulares é de mais de 95%. E cerca de 80% dos professores têm mestrado.
A escola foi fundada na década de 60 pelas irmãs missionárias de Jesus crucificado. Hoje, a escola conta com cerca de 2,5 mil alunos. Mas tem um atendimento social onde aplica cerca de 20% da arrecadação do instituto, em duas escolas sediadas na periferia para atender crianças carentes com o mesmo padrão de qualidade do Dom Barreto.
Uma das exigências da direção do Dom Barreto para os professores da instituição é ter no mínimo especialização para lecionar para o ensino fundamental, porque a maioria dos professores é mestre ou doutorando, com bolsa incentivada pelo colégio. A idéia é trabalhar o aluno desde o ensino infantil, desde os 3 anos e 6 meses, até os 18 anos. O índice de aprovação do Dom Barreto em vestibulares é de 95%.
Segundo a diretora Stela Rangel da Silva, professora aposentada da UFPI, doutoranda em Linguística, os professores seguem um projeto pedagógico, um planejamento estratégico e estabelecem metas para serem cumpridas. "Costumamos dizer que não estamos ofertando conhecimento, estamos construindo um cidadão. Na nossa linha pedagógica focamos o senso critico, e fazemos uma mescla das correntes tradicionais com as tendências de inovação. Nossos professores sempre estão estudando e buscando novidades, inovações e bons exemplos que possamos adaptar a nossa realidade", explicou.
A mensalidade é salgada, gira entre R$ 500 e R$ 600, mas os próprios pais dizem que compensa. O colégio acabou de aprovar uma turma inteira de 32 alunos, em vestibulares de todo o Brasil, inclusive universidade rigorosas como a UnB, PUC São Paulo, UFRJ, Universidade Federal de São Carlos, Unicamp, dentre outras.
"Não visamos apenas notas, é a formação de um cidadão, ser solidário e consciente das potencialidades que tem. Quanto a nossa mensalidade, não cobramos nada por fora do que é oferecido pela escola. Aqui temos latim, xadrez, todos os esportes, musica, teatro e uma excelente biblioteca, inclusive com acervo local. Nós não somos só uma escola, somos uma família", assegurou Stela Rangel.
O corpo funcional, entre docentes e demais funcionários, são cerca de 500. O salário dos professores também varia entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil. E a diretora afirmou que não exigem exclusividade para o Dom Barreto. A carga horária dos alunos é puxada, por exemplo, quem estuda à tarde entra 13h20 e sai às 20h50, são mais de oito horas, mas realizam várias atividades.
A responsabilidade social é cumprida com o atendimento de 800 alunos de 1ª a 3ª série do ensino médio, no bairro Satélite, periferia da zona Leste de Teresina. No bairro Mocambinho, na zona Norte da capital, o Dom Barreto instalou uma escola com 150 crianças que são atendidas desde a creche até o segundo grau. "Damos preferência para atender crianças abandonadas. Para manter esse atendimento social, destinamos 20% do que é arrecadado para esse atendimento social", ressaltou.
A professora Stela Rangel disse que "a meta é fazer um acompanhamento do aluno, até para manter a excelência do ensino. Nós temos reforço e plantão escolar para acompanhar o aluno que está com médias baixas. Não queremos crescer muito, porque senão perdemos a qualidade da escola e trabalhamos para ter uma ter uma boa escola, com responsabilidade. Por isso temos recebido alunos de outros estados e de outras cidades que vem aqui para estudar".
Em 2008, ano da crise, o Dom Barreto teve tempos de vacas magras, o colégio amargou uma inadimplência de mais de 40%, mas a diretora administrativa informou que os pais pagavam no final do ano e o colégio se manteve com empréstimos, porque tinha credibilidade na praça.
Diário do Povo PI
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